Por: Aline Klug

Poucos técnicos tem a oportunidade de treinar os dois principais times pelotenses, um foi no início de sua carreira, onde já chegou conquistando título e fazendo história, já no outro clube, a passagem foi mais discreta, rápida e não muito eficiente. A entrevista especial do Lance Rápido desta sexta-feira (22) trouxe Gilmar Dal Pozzo, ex-técnico da dupla BraPel e atual treinador do Náutico.

Desde o ano passado Dal Pozzo comanda a equipe do Recife, e já no seu primeiro ano no clube conquistou o acesso a série B e o título da Série C, que treinador e clube ainda não tinham. Até a parada, o Náutico estava na quarta colocação do Campeonato Pernambucano e era o terceiro colocado do Grupo B da Copa do Nordeste. Na Copa do Brasil, foi eliminado na segunda fase pelo Botafogo.

De acordo com o treinador, este tempo de parada, devido a pandemia, está sendo usado para ser feita uma análise profunda sobre seu trabalho, afinal são 12 anos como técnico de futebol. Além de rever sua temporada no Náutico e projetar a volta com diárias conversas com a equipe técnica.

Sobre a volta da bola a rolar, Gilmar foi questionado sobre como será, na sua visão, a formatação da Série B do Campeonato Brasileiro, esta que já deveria ter iniciado. Segundo o treinador, há contatos com a integrantes da CBF e outros dirigentes de clubes em que Dal Pozzo passou e todos acreditam que a competição seguirá com o mesmo formato dos anos anteriores, pontos corridos e ida e volta, porém com mais jogos durante a semana e a finalização apenas em 2021.

Durante a conversa, Gilmar Dal Pozzo relembrou sua passagem pela Boca do Lobo em 2008, seu primeiro ano como treinador. Na oportunidade, conquistou o título da Copa Lupi Martins sendo campeão em cima do Cerâmica. Ele define sua trajetória no Pelotas como “maravilhosa” e o título como “histórico pra o clube e marcante para mim“.

Já sua passagem no Bento Freitas foi um pouco conturbada, na casamata rubro-negra o treinador conseguiu apenas 2 vitórias em 12 jogos e deixou o time em uma zona complicada do Campeonato Brasileiro de 2018. “Clube que não consegui os objetivos traçados“, afirma ele, que complementa dizendo que não ficou satisfeito e não conseguiu fazer com que a equipe jogasse em alto nível.

Gilmar aponta como a principal dificuldade daquele ano problemas no setor de ataque, responsável por não fazer a equipe produzir. E ainda conta que seu sucessor, Rogério Zimmermann o chamou para conversar depois de chegar ao clube, para saber o que estava acontecendo com o elenco xavante.

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