Uma multidão prestigiou o grande encerramento do 7º Festival Internacional Sesc de Música no Largo do Mercado na noite desta sexta-feira (27). A apresentação com 250 músicos no palco foi o ápice de um evento que transformou a programação cultural de Pelotas de forma definitiva. Segundo os organizadores, a edição de 2018 está garantida.

Cerca de cinco mil pessoas assistiram a cantata Carmina Burana executada pela Orquestra Acadêmica do Festival, com o regente Evandro Matté e os solistas Eiko Senda, Flávio Leite e Frederico Sanguinetti, além do coro da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) e da Sociedade Pelotense Música pela Música.

A prefeita Paula Mascarenhas resumiu o clima trazido a cada janeiro. “O Festival consolidou Pelotas como a capital brasileira da música”, afirmou, ao lado do presidente do Sistema Fecomércio RS, Luiz Carlos Bohn, o diretor regional do Sesc RS, Luiz Tadeu Piva, o gerente de cultura do Sesc RS, Sílvio Bento, o coordenador de Música do Sesc RS, Anderson Mueller, e o gerente do Sesc Pelotas, Luis Fernando Parada.

As mil cadeiras de plástico disponibilizadas pela organização rapidamente foram ocupadas. Para garantir um lugar em meio aos bares e restaurantes foi preciso chegar três horas antes do concerto, marcado para as 20h30min. A maior parte do público se acomodou em cadeiras de praia ou permaneceu em pé. “Valeu a pena chegar cedo e garantir um bom lugar. Isso aqui é maravilhoso!”, disse a funcionária pública Clementina Conceição, fazendo uso de um binóculo para não perder um detalhe da apresentação.

A arquiteta Giane Casaretto, moradora do Centro, contou que deixa de viajar nos meses de janeiro para aproveitar o Festival. “É um evento de primeira, a gente tem que curtir ao máximo. Fui em toda a programação”. Tem também quem faz o caminho inverso. A aposentada Ana Rheingantz, moradora do Rio de Janeiro, vem para Pelotas em janeiro para assistir aos espetáculos. “Não tem evento como esse em outra cidade. Já trouxe uma amiga russa e dessa vez uma amiga carioca para prestigiar”, afirmou.

Além dos espectadores, o Festival inspira os músicos da cidade. Ao conviver com talentos internacionais, o jovem Ítalo Guerreiro, de 16 anos, contou que o evento é um divisor de águas de sua promissora carreira.”Fico honrado e orgulhoso de fazer parte disso”, comemorou. Ele toca violino há dois anos e integra a Orquestra Estudantil Areal.

O evento encantou o público em espetáculos ao ar livre, nos prédios históricos e nos mais variados recantos pelotenses. Em doze dias, foram 47 espetáculos e 23 cursos de música com participantes de 16 nacionalidades, reunindo mais de 450 profissionais.

Redator(a): Camila Faraco/ASCOM

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