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O apoio aéreo das forças de Segurança Pública assegurou a agilidade para mais uma etapa inédita na distribuição de vacinas no Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (24/5). O governo do Estado encaminhou a primeira remessa do imunizante Comirnaty/Pfizer-Biontech para municípios do interior. A rapidez do deslocamento com as aeronaves da Brigada Militar (BM) e da Polícia Civil (PC) é ainda mais relevante para a preservação de doses dessa vacina, que tem características diferenciadas de armazenamento, manuseio e aplicação, em especial quanto às variações de temperatura a que podem ser submetidas.

Nesta primeira remessa, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) distribuiu 80.844 doses (do total de 108.264 em estoque) para 407 municípios. Além das vacinas, os municípios recebem seringas e diluentes (soro fisiológico). O helicóptero da Polícia Civil voou até Santa Maria, levando caixas com doses da 4ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), com sede no município, e da 10ª CRS, de Alegrete.

O avião King Air, da BM, fez paradas em cinco destinos: Erechim (levando o carregamento para a 11ª e 6ª CRS), Palmeira das Missões (15ª e 2ª CRS), Santo Ângelo (9ª, 12ª, 14ª e 17ª CRS), Bagé (7ª CRS) e Pelotas (3ª CRS).

Com 12 das 18 CRS cobertas, o transporte aéreo atende um total de 297 municípios. Representantes das outras seis CRS – 1ª (Porto Alegre), 5ª (Caxias do Sul), 8ª (Cachoeira do Sul), 13ª (Santa Cruz do Sul), 16ª (Lajeado) e 18ª (Osório) – retiraram os quantitativos de seus municípios na Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Ceadi), na capital, para o deslocamento terrestre. Os quantitativos das cidades que optaram por não receber as vacinas da Pfizer nesta segunda (24) ficarão reservados na Ceadi para entrega posterior.

Os municípios receberam suas doses refrigeradas (entre 2°C e 8°C). Nessa temperatura, podem ficar por até cinco dias (120 horas). Por essa limitação, a orientação do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) é que as prefeituras realizem agendamento prévio das pessoas a serem imunizadas. Da mesma forma, não é recomendada a estratégia de vacinação fora de Unidades Básicas de Saúde, como em drive-thru. Na sala da vacina, após o frasco ser tirado do refrigerador e diluído, as doses dever ser aplicadas em até seis horas.

As doses da Pfizer chegam ao Brasil em caixas de transporte específicas, com isolamento térmico e gelo seco que permite a manutenção de temperaturas entre -90°C e -60°C por até 30 dias. Em freezers, com temperatura entre -25°C e -15°C, o armazenamento pode ser por até duas semanas. Em freezers de temperatura ultrabaixa (entre -80°C e -60°C) as doses podem ficar por até seis meses. Após sair da fábrica, estando nas caixas térmicas ou nos freezers de -25°C a -15°C, o lote pode ser levado de volta a um ultrafreezer, reassumindo a validade original de seis meses. Essas temperaturas mais baixas do que precisam as doses das demais fabricantes são necessárias pois a vacina da Pfizer tem menos conservantes.

As vacinas da Pfizer distribuídas nesta segunda (24) devem ser utilizadas para primeira dose de pessoas com deficiência permanente que tenham entre 18 e 59 anos cadastradas no Benefício de Prestação Continuada (BPC) do Governo Federal, pago a pessoas com deficiência (público estimado em 42.570), pessoas com comorbidades na faixa etária de 38 e 39 anos (58.994 pessoas, sendo que acima dessa idade as doses já foram disponibilizadas pelo Estado) e gestantes com ou sem comorbidades, que neste caso apresentem indicação médica de avaliação dos riscos e benefícios.

Características da vacina da Pfizer:

• Podem vir rotuladas como Pfizer-Biontech, se produzidas na Bélgica, ou Comirnaty, que é o nome comercial usado na fábrica dos Estados Unidos. A vacina é distribuída no Brasil com embalagem em inglês, mas a empresa dispõe de um site em português com conteúdos para profissionais de saúde (comirnatyeducation.com.br).
• Cada frasco tem capacidade para seis doses. Ele vem com 0,45 ml do produto, que para a aplicação precisa de diluição de mais 1,8 ml de soro fisiológico.
• É uma vacina do tipo RNA mensageiro (mRNA), ou seja, usa parte de uma sequência do código genético do vírus como se fosse uma “receita” para o organismo produzir anticorpos.
• Estudos clínicos comprovaram uma taxa de eficácia de 95% após as duas doses.
• No Brasil, a orientação do Ministério da Saúde é de um intervalo de 12 semanas (cerca de três meses) entre a primeira e segunda doses.
• Reações adversas mais comuns incluem dor no local da aplicação, fadiga e dor muscular (raramente chegando a apresentar febre), que costuma aparecer em até 24 horas e apresentar melhora em até 48 horas.

Texto: Ascom SES e SSP
Edição: Secom