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As visitas presenciais no sistema prisional gaúcho foram retomadas gradualmente a partir desta sexta-feira (16) após sete meses de suspensão devido à pandemia do novo coronavírus. O retorno das visitas, sendo que em um primeiro momento sem contato físico, foi possível graças ao plano elaborado entre a Secretaria da Administração Penitenciária (Seapen), Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), Secretaria Estadual da Saúde e Gabinete de Gerenciamento de Crise Covid-19.

O retorno está vigente nos estabelecimentos localizados nas regiões que permanecerem por, no mínimo, duas semanas consecutivas nas bandeiras laranja ou amarela. No entanto, o secretário da Seapen, Cesar Faccioli, alerta que uma nova suspensão pode acontecer em caso de bandeira vermelha na região da casa prisional ou na eventual ocorrência de surtos. “Quem está na quarentena não recebe visitas”, frisou. Já as visitas íntimas serão as últimas a serem autorizadas.

As barreiras sanitárias permanecem válidas para os servidores, apenados e visitantes, todos submetidos aos protocolos de saúde previstos no plano de contingência. A triagem dos novos presos, com quarentena de 14 dias e testagem, permanece sendo realizada. Para o secretário da Seapen, trata-se da maior barreira de entrada do novo coronavírus dentro da massa carcerária estimada atualmente em torno de 40,3 mil apenados, dos quais somente 1.468 foram infectados, em 152 estabelecimentos penais.

Tivemos oito mortes”, revelou secretário.“O sucesso é detectar os doentes”, enfatizou. “A taxa de letalidade aparente é quase cinco vezes menor do que a taxa convencional da população brasileira e o índice de testagem foi 269 vezes maiores do que a média no país”, comparou.