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O Estado registrou quatro situações de bandeira vermelha nos cálculos do modelo de Distanciamento Controlado. As regiões de Caxias do Sul, Santo Ângelo, Santa Maria e Uruguaiana passaram de bandeira laranja para vermelha nesta sexta rodada do modelo, divulgada neste sábado (13).

As mudanças decorrem de dois fatores: a contínua piora dos indicadores de propagação e de capacidade do sistema de saúde e a revisão dos indicadores e dos pontos de corte realizada pelo Estado, que tornou o modelo mais sensível à evolução da doença e ampliou as restrições às situações mais críticas da pandemia.

Além disso, a região de Bagé passou de bandeira amarela para laranja, e a região de Santa Cruz do Sul obteve melhora nos indicadores, indo de bandeira laranja para amarela. As demais regiões não tiveram alteração na classificação final, sendo que as regiões de Taquara, Pelotas e Cachoeira do Sul permanecem em bandeira amarela.

O número de novos registros de hospitalizações no Estado por Covid-19 nos últimos sete dias, comparado à semana anterior, apresentou aumento de 32,8%, passando de 241 para 320. O mesmo se observa com o número de internados por síndrome respiratória aguda grave em UTIs, que subiu de 280 para 365 internações, um crescimento de 30,4%.

Regiões em alerta

Na macrorregião Metropolitana, as regiões de Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo e Capão da Canoa permanecem em situação de alerta. Apesar de permanecerem com bandeiras laranja, as quatro regiões apresentaram piora nos indicadores de propagação na última semana.

Impulsionados pelo crescimento do número de registros de hospitalizações confirmadas para Covid-19 entre as duas últimas semanas, as regiões de Porto Alegre e de Capão da Canoa atingiram bandeiras preta no indicador.

Além disso, em toda a macrorregião Metropolitana, o número de pacientes confirmados para Covid-19 em leitos de UTI aumentou em 29 internados, de 68 para 97.

Apesar dos aumentos na propagação da Covid-19 e por SRAG, a macrorregião Metropolitana permaneceu em bandeiras amarela e laranja devido à elevada capacidade de atendimento do sistema de saúde.

A elevação do número total de leitos entre as últimas semanas, principalmente na região de Porto Alegre, contribuiu para que esses indicadores permanecessem com bandeiras amarela e laranja. Porém, se a piora dos indicadores de propagação permanecer e provocar aumento na utilização da capacidade do sistema de saúde, as regiões podem migrar para bandeiras finais vermelha nas próximas atualizações.

Piora em Bagé

A melhora na Capacidade de Atendimento da macrorregião Sul não foi suficiente para compensar a piora em quatro indicadores de Propagação de Covid-19 na região de Bagé. Além disso, houve seis registros de hospitalização nos últimos 14 dias, impedindo a utilização do benefício da trava de redução da bandeira.