O presidente Jair Bolsonaro anunciou a saída do agora ex-ministro da educação Ricardo Vélez Rodríguez. O colombiano havia assumido a pasta no começo desse ano, junto com a posse do presidente. Em pouco mais de 4 meses de mandato, Vélez se envolveu em uma “guerra ideológica” entre os militares do alto escalão e Olavo de Carvalho, grande influência no plano de governo que venceu as eleições ano passado.

Além disso, o ex-ministro se envolveu em algumas polêmicas como a proposição de um “revisionismo histórico”, que mudaria a forma como os materiais didáticos abordariam o golpe militar de 1964. Outra polêmica foi uma carta lançada em final de fevereiro que orientava escolas ao redor do país para que filmassem seus alunos cantando o hino nacional. A medida visava valorizar símbolos nacionais e promover o nacionalismo entre os estudantes. Após uma repercussão negativa, voltou atrás.

O presidente Jair Bolsonaro justificou a saída de Vélez por falta de gestão e ainda ressaltou que era visível que o trabalho do ministro não vinha apresentando bons resultados. Para seu lugar, foi anunciado o nome de Abraham Wheytraub. O novo ministro já fazia parte do governo Bolsonaro, exercendo o cargo de secretário-executivo da casa civil. Abraham é formado em ciências econômicas pela universidade de São Paulo e mestre em administração na área de finanças pela fundação Getúlio Vargas. Professor na universidade federal de São Paulo, atuou no mercado financeiro por mais de duas décadas. Foi sócio da Quest investimentos, tendo trabalhado ainda no banco Votorantim por 18 anos. O novo ministro já está trabalhando com Bolsonaro. Com informações sobre a troca no ministério da educação.

Repórter Renan Santos para a Rádio Universidade.

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